Se não consigo me adaptar ao mundo e às voltas que ele dá, como conseguirei eu me adaptar à vida - que, convenhamos, é bem mais complexa - e aos problemas que ela traz?
Então talvez eu me entupa de remédios pra esquecer dos problemas, das dores, das dúvidas. Neste caso, as pessoas me julgariam. Não que elas já não me julguem.
Eu posso também mudar minha personalidade. Mudar com algumas pessoas e com algumas coisas. Mudar meu jeito de pensar, olhar, andar, falar. Mas o mundo não merece isso. O mundo não merece que mudemos nosso jeito por futilidades e padrões ridículos.
De qualquer forma, enquanto não decido o que fazer, vou continuar andando, agindo, falando, escrevendo, respirando. Mas de outra forma: como se não houvesse amanhã. Porque já dizia Renato Russo: se você parar pra pensar, na verdade não há.
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