Regras nada mais são senão normas impostas pela sociedade. Padrões. Uniformes. Não faça o que a sociedade não quer, ou você será bravamente julgado! Faça o que te alienam a fazer e, veja só, você é um bom menino! Tudo bem, agora pegue o seu ossinho, dê uma rolada, lata e volte para a casinha que o texto a seguir não é para cachorrinhos que obedecem tudo o que mandam - e ainda lambem os donos. Aliás, a própria vida não é para cachorrinhos.
Vamos fazer uma brincadeira? Façamos o seguinte: amanhã, já quando acordar, comece a marcar a quantidade de vezes que você está seguindo padrões, normas impostas, qualquer coisa do tipo. Quando chegar o fim do dia, pegue sua lista e defina dentre todas essas coisas o que você faz porque é obrigado e o que você faz porque já virou hábito.
No dia seguinte, faça uma coisa diferente: ao acordar, descumpra todas as regras. Comece levantando com o pé esquerdo. Não tome banho. Coma o que vier na sua cabeça. Coloque a sua pior roupa. Usa uniforme? Não vai ser neste dia que você usará. Vá uniformizado com sua melhor pantufa. Almoce algo bem estranho. Tome decisões inesperadas e atitudes totalmente aleatórias. Jante algo bem pesado, só pra não dormir direito de noite. E vá dormir das duas uma: ou bem cedo ou bem tarde.
No próximo dia, diga-me o que a sociedade está fazendo com você. Responda-me: não é melhor fazer as regras do próprio jogo? Mas, ora, se existem regras, sempre haverão idiotas para cumpri-las. É porque nós somos idiotas. E o sistema precisa de idiotas.
Dinheiro, padrões, sujeira. Ah, como é doce e funcional o nosso querido sistema!
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