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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Depois da briga...

- Sabe por que você não vai embora, Sílvia? Sabe por quê? - perguntei, empurrando-a para a parede com força, meus dedos tremendo de uma raiva amorosa inexplicavelmente intensa.

- Por quê, Augusto? - perguntou Sílvia, aumentando o tom de voz à medida em que ia conduzindo-a pela parede, segurando seu cabelo e acariciando-a, voraz.

- Porque você precisa de mim. Porque você me ama, não vive sem mim, fica perdida sem mim. Entendeu, Sílvia? Entendeu que sem mim você nunca estará completa? - gritei, e foi quando beijei-a da forma mais selvagem que poderia. 

E ia mordendo-a por todas as suas partes, linhas, curvas. E as nossas roupas foram ficando pelo caminho. E o nosso amor - este, infragmentável - fazia tremer a cama, o chão, a casa e o bairro todo. 

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