Não consigo mais. Cheguei em meu extremo, e admiro-me muito de tê-lo feito. Porque, sinceramente, não foi nada fácil. Enquanto escrevo, meus pensamentos assistem a um trágico flashback repleto de esperanças estraçalhadas e rejeições em demasia doloridas.
Dói. De verdade. E a resistência que eu jurava ter de sobra agora é nula. Uma amargura me olha com feições horríveis e aquele sentimento ingênuo que eu costumava guardar a sete chaves agora chora, deprimido.
Tudo está errado e eu perdi, de repente e sem saber, o direito de reclamar. Sinto-me desprezível e impotente. O mundo nunca girou ao meu redor e disso eu sempre soube, mas agora fui simplesmente ignorado pela rotação, excluído da terra e aposentado por invalidez.
Antes de partir, gostaria de ter feito muita coisa que não fiz. Mas não deu. Tantas vezes tentei ignorar o que eu sentia pensando no futuro e na esperança de ser autruísta que agora, diante de minhas considerações finais, vejo o quão tolo fui.
Meu tempo se foi e não soube seguir o fluxo certo. Minha vida passou enquanto lutei contra mim mesmo, desprezando o que era verdadeiro e puro e valorizando o supérfluo que majoritariamente sequer me dizia respeito.
Se eu pudesse mudar tudo, eu mudaria. Mas acontece que agora já não dá mais. Por fim, faço o que me convém e que consigo fazer: dizer adeus.
Nenhum comentário:
Postar um comentário