| Dilma Rousseff (PT), presidente reeleita do Brasil. Foto: Globo.com / Reprodução |
A República Federativa do Brasil ganhou hoje, 26/10/2014, uma definição de seus próximos quatro anos. Mais de 54 milhões de brasileiros optaram pela reeleição de Dilma Vana Rousseff como Presidente da República, enquanto o candidato Aécio Neves da Cunha recebeu mais de 51 milhões de votos.
Eu gostaria de frisar algumas coisas, porque é insuportável o jeito com que algumas pessoas acreditam em tudo o que leem.
Primeiro: como eu disse anteriormente, Dilma ganhou as eleições por ter recebido o voto de mais de 54 milhões de brasileiros. Isso significa cerca de 51% dos votos válidos, ou seja, considera-se isso como a maioria. Não se trata, portanto, a vitória de regiões ou estados. Trata-se de uma vitória eleitoral brasileira, que, cumprindo a democracia, nomeia presidente a candidata que recebeu mais votos que o outro candidato. Nada novo até aqui, suponho. Mas qual a dificuldade de entender que todos que votaram na candidata do PT são brasileiros? Sul, sudeste, centro-oeste, norte e nordeste, todas as regiões do Brasil apresentaram votos a ela, assim como ao candidato do PSDB. Qual a dificuldade de entender-se isso? Qual a necessidade de praticar xenofobia? Tem gente - muita gente, e é o que assusta - falando em movimentos separatistas. Por quê? Não termino este parágrafo com uma resposta a tudo isso. Termino repetindo estas palavras da Constituição:
"Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição."
Em segundo lugar, deixo um apelo que é primeiramente a quem NÃO votou na Dilma mas não menos importante a quem votou nela: FISCALIZEM! Não fiquem calados! Denunciem todas as irregularidades! Mas pesquisem, e, acima de tudo, não se deixem enganar pela mídia golpista e parcial. O Governo é transparente e, por isso, é possível a todo cidadão brasileiro com acesso a internet a fiscalização de tudo que acontece em Brasília, na capital do seu estado e também na sua cidade. Isso é um direito seu conquistado através de anos de luta do povo brasileiro.
Em terceiro lugar, não votamos apenas para presidente e é por isso que Dilma não governa sozinha. Ela governa com mais gente que o povo escolheu. Deputados federais, estaduais e distritais, senadores, governadores, vereadores e prefeitos. E é por isso que ela NÃO É a única responsável pelo que acontece no Brasil. Você sabia que quem controla o preço do passe do ônibus é o governo municipal? Você sabia que quem controla o ensino nas escolas estaduais é -ora, que irônico- o governo estadual, nas municipais o municipal e nas federais o federal? Como eu disse, é preciso pesquisar antes de sair falando qualquer coisa que se ouve.
Parabéns para quem votou na Dilma - mas reitero meu pedido para que estas pessoas não fechem os olhos. A quem votou branco, nulo ou Aécio, reitero também: façam que suas vozes sejam ouvidas! A nova política que foi tão citada nestas corridas eleitorais se faz com a participação do povo - previsto na Constituição. Protestou nas urnas? Que bom - o voto é a sua melhor arma! Mas que seus ideais não sejam só de quatro em quatro anos. Protestou nas ruas? Continua protestando contra o que você não acha justo. Não protestou, mas reclama? O Brasil não vai mudar sozinho. Acha que não adianta protestar? Hoje você só tem o direito ao voto e à liberdade - entre tantos outros - devido a muitos protestos. A luta pela mudança é árdua, pode tardar, mas não falha.
Brasil: um país ideal é o país do seu povo.
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